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domingo, 4 de março de 2012

O que somos neste contexto?


Nessa guerra do sexos, onde cada um tenta provar que é melhor que o outro, onde as mulheres estão se tornando individualistas e auto-sustentável, mas também solitárias, me pergunto, onde me encaixo nisso tudo. Parece que se optar em ser independente pagarei o preço da conquista de espaço com o receio de muitos homens em se aproximar. Se optar em ser "boazinha", indefesa, estarei deixando o tempo vivido e aprendido até agora, para apenas me tornar a mulher de alguém, dependente de alguém. Poxa, pq não podemos entender que ambos os sexos se complementam, que não precisa ser uma guerra de conquista de espaço.
Hoje, em uma palestra sobre espiritualidade, o assunto foi exatamente isso, sobre ambos os lados, qual a importancia do homem e da mulher. Perante o Divino, a alma não tem sexo, ela escolhe sua reencarnação apenas pelas provações que irá passar independente de qual corpo será. Então, por que isso? Porque a dominação da força em detrimento ao sentimento?
Quero aqui compartilhar o poema escrito por Victor Hugo, que define muito bem que os dois foram feitos para se complementarem e não um dominar o outro.



O Homem e a Mulher
Victor Hugo

O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.

Deus fez para o homem um trono.
Para a mulher, um altar.
O trono exalta.
  O altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz; o coração produz Amor.
A luz fecunda.
O Amor ressuscita.

O homem é forte pela razão.
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence.
As lágrimas comovem.

O homem é capaz de todos os heroísmos.
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece.
O martírio sublima.

O homem tem a supremacia.
A mulher, a preferência.
A supremacia significa a força.
A preferência representa o direito.

O homem é um gênio; a mulher, um anjo.
O gênio é imensurável; o anjo, indefinível.
Contempla-se o infinito.
Admira-se o inefável.

A aspiração do homem é a suprema glória.
A aspiração da mulher é a virtude extrema.
A glória faz tudo grande.
A virtude faz tudo divino.

O homem é um código.
A mulher, um evangelho.
O código corrige.
O evangelho aperfeiçoa.

O homem pensa.
A mulher sonha.
Pensar é ter no crânio uma larva.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano.
  A mulher um lago.
O oceano tem a pérola que adorna.
O lago, a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.

O homem é um templo.
A mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos.
Ante o sacrário nos ajoelhamos.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
  E a mulher onde começa o céu.



Refleti muito sobre essas linhas e estou tentando entender o que realmente somos neste contexto atual.
Mil beijos,