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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Desiderata - Aquilo que se deseja.


Olá meu Cantinho... que dia hoje emmm... calor de mais de 35 graus, vésperas de natal, mas não é esse espírito que me invade. Sem muitas palavras, porque hoje elas me faltam, quero registrar um texto muito interessante que li na net. Não são minhas, mas me agradam e animam neste dia.
Vá placidamente por entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio. 
Tanto quanto possível, sem capitular, esteja de bem com todas as pessoas. 
Fale a sua verdade calma e claramente; e escute os outros, mesmo o estúpido e o ignorante;  também eles têm sua história.
Evite pessoas barulhentas e agressivas: elas são tormento para o espírito.
Se você se comparar a outros, pode tornar-se fútil e amargo;
porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você.
Desfrute suas conquistas, assim como seus planos.
Mantenha-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde;
é o que realmente se possui na sorte incerta dos tempos.
Exercite cautela nos seus negócios;  porque o mundo é cheio de artifícios; 
mas, não deixe que isso o torne cego à virtude que exista.
Muitas pessoas lutam por altos ideais;  e por toda parte a vida é cheia de heroísmo. 

Seja você mesmo.
Principalmente, não finja afeição.
Nem seja cínico sobre o amor, porque em face de toda aridez
e desencantamento ele é perene como a grama.
Aceite gentilmente o conselho dos anos, renunciando com benevolência às coisas da juventude.
Cultive a força do espírito para proteger-se num infortúnio inesperado.
Mas não se desgaste com pensamentos negros.
Muitos temores nascem da fadiga e da solidão.
Além de uma benéfica disciplina, seja bondoso consigo mesmo.
Você é um filho do Universo, não menos que as árvores e as estrelas.
Você tem o direito de estar aqui.
E quer seja importante ou não para você, sem dúvida o Universo se desenrola como deveria.
Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja sua forma de concebê-lo.
E seja qual forem a sua lida e as suas aspirações, na barulhenta confusão da vida,
mantenha-se em paz com a sua alma.
Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos,
este é ainda um mundo maravilhoso.
Seja otimista!
Empenhe-se em ser feliz!

DESIDERATA - Do Latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração.


Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692. 
Foi citado no livro "Mensagens do Sanctum Celestial", do Fr. Raymond Bernard.
texto é de Max Ehrmannn e foi registrado pela primeira vez em 1927. 


Hoje em dia pertence à © Robert L. Bell. 


Mil beijos!!!!


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A liberdade, o que é?

Oi meu Cantinho...


Novamente quero deixar registrado neste meu espaço - onde guardo meus segredos, pensamentos , vontades e compartilho conhecimentos - os ensinamentos de um grande Filósofo e mestre ( mesmo que ele assim não se intitulava).

Há algumas semanas iniciei uma nova leitura: A MENTE SEM MEDO, de Krishnamurti, indicado por um amigo.
Na confusão mental que estava há algum tempo, onde alguns me diziam que era um conflito interno, essa leitura me ajudou a encontrar uma saída, a respeitar as minhas vontades e entender melhor essa sociedade que vivemos.
Vários trechos me trouxeram à razão.
Então, compartilho aqui alguns desses trechos; inicio com a primeira frase que me chamou a atenção.

  • Liberdade supõe total ausência de problemas, não achais?
    Porque, quando a mente é livre, pode observar e agir com perfeita clareza; ela pode ser o que é, sem consciência de nenhuma contradição. Para mim, uma vida de problemas – econômicos ou sociais, particulares ou públicos – destrói e perverte a clareza.”
  • “Para nos acharmos neste estado de liberdade – o qual é dificílimo de compreender e requer muita perquirição – necessitamos de uma mente não perturbada, uma mente quieta; uma mente que esteja funcionando totalmente, não apenas na periferia, mas também no centro.”
  • “ A mente que tem um problema que lhe causa verdadeira perturbação, e encontrou meios de fugir a esse problema, continua sendo uma mente inibida, acorrentada: não é livre.”
  • “ Por certo, só em liberdade pode haver mudança.”
  • “ Assim, tenho de conhecer-me, pois, sem o conhecimento de mim mesmo, nunca terá fim o conflito, nunca terá fim o medo e o desespero, nunca haverá compreensão da morte. Compreender a mim mesmo é aprender a respeito do corpo físico e das várias reações nervosas, é estar cônscio de cada movimento de pensamento; é compreender a coisa denominada “ ciume”, “brutalidade”, é descobrir o que é afeição, amor. É compreender sobretudo, aquilo que constitui o “eu”, o “ vós”.
  • “ A maioria de nós não é verdadeiramente livre; e, para mim, a menos que sejamos livres – livres de nossas preocupações, de nossos hábitos, de nossas deficiências psicossomáticas, livres do medo – nossa vida continua sendo terrivelmente superficial e vazia, e nessa condição vamos envelhecendo e morrendo.”
  • “ O que importa é perceber que a mente em que há conflito é uma mente destrutiva, porque está constantemente a deteriorar-se.”
  • “Nossa vida é uma série de “ desafios” e “ respostas”, e devemos ser capazes de enfrentar cada desfio de maneira completa, porque, do contrário, cada momento nos trará novos problemas. “
  • “ Liberdade é uma necessidade.” E essa liberdade é negada, quando TRANPORTO um problema de um dia para o outro.”
  • “Toda fuga gera novos problemas.”
  • “ Como ente humano que está vivendo em determinada cultura ou comunidade realmente necessitais de liberdade, tanto quanto necessitais de alimento, de satisfação sexual, de conforto; ATÉ ONDE ESTÁIS DISPOSTO A IR, A FIM DE SERDES LIVRE.”
  • Ora, por certo, um problema surge quando há em mim uma contradição. Se não há contradição em nenhum nível, não há problema algum.
  • A liberdade não é um ideal, uma coisa remota; ela não é a ideação, que é apenas teoria de uma mente prisioneira. Só pode existir liberdade quando a mente já não está sendo tolhida por nenhum problema. A mente que tem problemas jamais pode comungar com a liberdade ou estar cônscia dessa coisa extraordinária que é a liberdade.
Um pouco sobre o autor:
Jiddu Krishnamurti (1895-1986) foi um filósofo e místico indiano.
Entre seus temas estão incluídos revolução psicológica, meditação, conhecimento, relações humanas, a natureza da mente e a realização de mudanças positivas na sociedade global.
O cerne do seu ensinamento consiste na afirmação de que a necessária e urgente mudança fundamental da sociedade só pode acontecer através da transformação da consciência individual. A necessidade do autoconhecimento e da compreensão das influências restritivas e separativas das religiões organizadas, dos nacionalismos e de outros condicionamentos, foram por ele constantemente realçadas.
Em suas palavras:
"Afirmo que a verdade é uma terra sem caminho. O homem não pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo (…) Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente, através da observação. (…)" Krishnamurti


Enfim, fica ai a pergunta :

Vou prosseguindo na minha leitura, e no despertar da consciência.

Mil beijos  

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

AS DESPEDIDAS


As despedidas são assim, tristes, vazias e nos fazendo pensar no que aconteceu!!!
Olhamos para nós mesmos e avaliamos quem somos, como agimos e o que queremos!
Olhamos o outro, com todos os olhares possíveis, de amor, de rancor, de dúvidas, de apego e de desapego, de compreensão.
Mas, o que deve ficar é o olhar de carinho, de gratidão por aquela pessoa ter feito, por alguns instantes, a sua vida mais importante, mais feliz, complementando, somando experiências.
E, se não deu certo, abre-se novas oportunidades, novos olhares, mas, agora mais experiente, mais consciente.
Toda despedida é o início para a nova chegada.
Bem Vindo Futuro! Bem vindo Novos amores!


Aos amores do passado deixo um lindo poema de Cecília Meireles.

Despedida




Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.

Cecília Meireles

Mil Beijos!!!1